quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pequeno texto para entender a Idade Média - 01

Durante a crise de Roma, a partir do terceiro século da era cristã, a economia baseava-se essencialmente em trocas de produtos artesanais produzidos na maioria nas cidades e alimentação (produtos agrícolas e animais) realizadas nas propriedades rurais (em latim tinham o nome de "vilae") .

Estas trocas freqüentes em Roma. Permaneceram durante a Alta Idade Média (Antiguidade Tardia) entre os séculos V até por volta do ano mil, quando houve um fato novo que alterará este funcionamento da economia: expedições guerreiras vindas do norte (vikings), do sul (árabes) e do leste (magiares) atacam a Europa Ocidental promovendo o terror (“No contexto das invasões bárbaras do século X, os bispos da província de Reims registraram: ‘Só há cidades despovoadas, mosteiros em ruínas ou incendiados, campos reduzidos ao abandono. Por toda a parte os homens são semelhantes a peixes do mar que se devoram uns aos outros’. Naquele tempo,as pessoas tinham a sensação de viver em uma odiosa atmosfera de desordens e de violência. O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época conturbada. Em certa medida, nasceu dessas mesmas perturbações.” (Adaptado de BLOCH, Marc, A sociedade feudal, Lisboa: Edições 70, 1982, p. 19 in “Caderno do aluno, Ensino Médio”, MICELI, Paulo (org), São Paulo, Governo do Estado de são Paulo, SSE-SP, CENP, FDE, volume 3, p. 30).

Enquanto nas cidades, a sociedade compunha-se de uma elite formada pelas famílias mais antigas de um lado, e de trabalhadores livres (artesãos) e escravos e de um pequeno setor intermediário formado por pequenos comerciantes. Já nas vilae a sociedade era formada pelos proprietários, geralmente de origem urbana e de camponeses (os colonos). Havia assim, apenas dois grupos sociais: os nobres e os pobres, ou ainda,os que trabalham para comer e os que vivem no ócio, servidos pelos demais.

Na Idade Média, especialmente durante a Alta Idade Média, poucos sabiam ler, a escrita e leitura eram monopólio do clero. E, numa era em que não havia meios de comunicação, e todos eram “obrigados” a comparecer uma vez por semana à missa, era a Igreja que detinha o “controle” das mentes das comunidades medievais. Eles formulavam a ideologia dominante. Um exemplo pode ser localizado nos escritos do bispo Adalberto da cidade de Laon na França escreve sobre a sociedade medieval como sendo formada por três partes: “os que oram, os que guerreiam e os que trabalham”. Manipula as mentes sugerindo que existiria um estamento social (Estamentos sociais: “Constitui uma forma de estratificação social com camadas mais fechadas do que classes sociais, e mais abertas do que as castas, ou seja, possui maior mobilidade social que no sistema de castas, e menor mobilidade social do que no sistema de classes sociais.” Wikipedia, no verbete “estamento”, http://pt.wikipedia.org/wiki/Estamento, acesso 14/09/2011) formado pelos membros do clero. No entanto, sabemos que o clero também ele apresentava-se dividido em “alto clero” (formado pelos membros da nobreza que por qualquer motivo optam por entrar para a Igreja) e “baixo clero” (formado pelas pessoas das classes populares).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para entender melhor como foi a passagem da AIM para a BIM na Europa Ocidental

A Europa Ocidental vivenciou, dos séculos V ao VIII, transformações que, resumidamente, foram: o surgimento dos reinos bárbaros, o desaparecimento do Império Romano Ocidental, a fusão de elementos da cultural romana com a germânica, a ruralização da vida e o decréscimo da atividade comercial (em parte por causa da insegurança provocada pelas invasões germânicas e, posteriormente, a dos sarracenos ou árabes).



O século IX apresentou outras modificações importantes. Se, de um lado, o reino franco desaparecia por causa da divisão feita em Verdun, o poder dos reis declinava constantemente, em virtude de os nobres passarem a assumir funções que, tradicionalmente, seriam do monarca. Essa mudança estava diretamente relacionada à emergência de novas invasões, sobretudo a dos Vikings (normandos) e dos Magiares (húngaros).



Na realidade, essas novas invasões, somadas às dos árabes, no século anterior, produziram o terror e o pânico entre as populações, as quais buscavam um Estado forte que pudesse defendê-las dos novos perigos. Como esse Estado se encontrava enfraquecido, a solução foi o que poderíamos denominar “privatização da defesa”: os nobres reforçaram seus castelos ou construíram novos, procurando torná-los inexpugnáveis – locais para onde os habitantes da região poderiam se dirigir quando houvesse invasões.


“As invasões normandas, húngaras ou sarracenas precipitaram também, gravemente, a evolução das estruturas sociais e das formas de governo. [...] A rede de fortalezas privadas prova o fracasso freqüente do rei [...] Instala-se assim uma nova ordem política que acentua a exasperação dos particularismos regionais e a multiplicação dos laços de dependência e dos juramentos de homem a homem, obstáculos ao exercício da autoridade real. [...] A partir de então esfacelam-se os quadros territoriais dos tempos carolíngios. Evolução lenta, sem dúvida, já iniciada antes das incursões de saqueadores, mas agravada então. Nesse sentido as ‘invasões’ assinalam uma data essencial da formação das sociedades feudais do Ocidente.”
HEERS, Jacques. História Medieval. 3ª Ed. São Paulo: Difel, 1981. P. 62

A palavra “feudais”, na última frase do texto, refere-se ao novo sistema que passou a caracterizar a Europa Ocidental a partir de então. Ou, empregando o conceito usado pelos autores ligados ao materialismo histórico o “modo de produção feudal”. (É importante observar que o termo feudalismo só surge no século XIX).

Fonte deste texto: Faria, Ricardo Estudos de História /Ricardo Faria, Mônica Miranda, Helena Campos, 1ª Ed., São Paulo, FTD, 2010 (Coleção estudos de história, v. 1), p.105-6

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Idade Média na Europa Ocidental

Na Idade Média período que se estende do século V ao XV distinguem-se dois momentos: a Alta Idade Média (do século V - 476 ao X - 1000) e Baixa Idade Média (do século XI – 1001 ao XV – 1453). A Alta Idade Média na Europa Ocidental é marcada pela chegada das tribos germânicas (chamados “bárbaros”) e a formação de reinos e o estabelecimento das bases do sistema feudal, enquanto a Baixa Idade Média caracteriza-se pelo apogeu e crise feudalismo e depois pelo renascimento comercial e urbano.



Europa Ocidental nos dias atuais



Alemanha (1); Andorra (2); Áustria (3); Bélgica (4); Croácia (5); Dinamarca (6); Eslovênia (7); Espanha (8); Finlândia (9); França (10); Irlanda (11); Islândia (12); Itália (13); Liechtenstein (14); Luxemburgo (15); Malta (16); Mônaco (17); Noruega (18); Países Baixos (19); Portugal (20); Reino Unido (21); San Marino (22); Suécia (23); Suiça (24); Vaticano (25)



Fonte (acesso 31/08/2011):
http://www.luventicus.org/mapaspt/europa/europaocidental.html




Europa Ocidental por volta do ano 500




Alta Idade Média
Ao contrário dos outros povos germânicos que ocupam o território do antigo Império Romano do Ocidente, os francos serão os primeiros a organizar uma estrutura político e administrativa. Veja sua localização nos mapas.
O primeiro período das dinastias (dinastia é uma série de reis de uma mesma família que se sucedem após o fim do reinado anterior) dos francos foi a dinastia merovíngia, cujo rei mais importante foi Clóvis (480-511) que em 498 tornou-se o primeiro rei bárbaro a converter-se ao cristianismo, inaugurando uma nova metodologia de cristianização das populações, convertendo-se o chefe, toda a comunidade governada por ele o imitava. A partir de sua conversão, agora aliado e defensor do Papa, anexou e dominou várias áreas na Europa Central.
A dinastia merovíngia foi substituída por outra família a dinastia carolíngia, em homenagem a Carlos Magno seu maior expoente, que por volta do ano 800 faz renascer na Europa Ocidental o Império, conquistando militarmente vários reinos vizinhos. Defendendo a Europa, a partir deste momento quase totalmente cristão graças às conversões organizadas pela Igreja Cristã de Roma detendo o avanço dos árabes, foi coroado imperador pelo papa fortalecendo ainda mais sua aliança com a Igreja.
Em seu reinado foram estabelecidas as bases do feudalismo, graças à sua política de distribuição de terras conquistadas entre os seus guerreiros em troca de proteção e fidelidade, (o chamado beneficium) fazendo surgir ai uma aristocracia de senhores feudais, garantindo relações de dependência entre o poder central e a nova nobreza local: os marqueses, os condes e os duques. Havia fiscais que percorriam o reino fiscalizando o cumprimento das leis capitulares (primeiras leis escritas da Idade Média na Europa Ocidental).
Após sua morte, seus herdeiros acabaram por dividir seu império em três grandes reinos: a chamada França Oriental (conhecido como Sacro Império Romano-Germânico) com Luís, o Germânico, a França Ocidental (com Carlos, o Calvo) e a Lotaríngia (com Lotário) entre as duas.
Através do Tratado de Verdun (813). Dessa forma o poder central (os reis) enfraqueceu seu poder enquanto o poder local dos senhores feudais. Contribui para isso a invasão dos vikings pelo norte e dos árabes muçulmanos pelo sul.




Império dos francos após o Tratado de Verdun



Fonte (acesso 31/08/2011):
http://soprahistoriar.blogspot.com/2010/05/pontos-sobre-o-feudalismo-reino-franco.html



Baixa Idade Média
O período em que o sistema feudal foi predominante na Europa Ocidental foi entre os séculos X e XV quando uma grande crise fez com que suas estruturas ficassem abaladas, embora esse sistema não desapareceu completamente, pois vários de seus elementos perduram até a atualidade.
Por feudalismo devemos entender um sistema de organização social, político e econômico da sociedade da Europa Ocidental a partir do ano mil até quase 1500. A unidade de produção básica é o feudo. Feudo (segundo Hilário Franco Jr.) é uma palavra de origem germânica e significa um bem, geralmente terras, dado em troca de algo. Inicialmente, no século IX, o feudo era dado pelo rei em troca de serviços prestados à monarquia, depois, no século XI, era um bem (terras, dinheiro, direitos diversos) concedido por nobre, chamado senhor, a outro nobre, chamado vassalo, essencialmente em troca de serviços militares.
Nos feudos a produção agropecuária era realizada pelos servos e era quase autossuficiente.
A sociedade do feudalismo estava dividia em estamentos ou ordens, camadas sociais definidas conforme o papel desempenhado por seus membros na sociedade. Era composta basicamente por três grupos: a nobreza (essencialmente os senhores feudais), os membros da Igreja (o clero, por sua vez dividido em alto clero – o papa e os bispos e o baixo clero – frades, freiras e padres) e finalmente os camponeses e artesãos (servos).



Representação das três partes da sociedade medieval: os que oram, os que fazem a guerra e os que trabalham

Fonte (acesso 01/09/2011):
http://pt.domotica.net/feudalismo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

IMPÉRIO BIZANTINO E MUNDO ÁRABE

Duas grandes civilizações: cristianismo e islamismo
Em 395 da era cristã, é criado o Império Romano do Oriente, tendo como capital a cidade de Constantinopla . Veja os mapas abaixo:


Império Bizantino




Fonte: http://www.kalipedia.com/historia-universal/tema/edad-media/economia-bizantina-constantinopla.html?x=20070717klphisuni_100.Kes


Acesso 26/08/2011



A cidade de Constantinopla


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Byzantine_Constantinople_eng.png Acesso 26/08/2011

Através de Constantinopla produtos vindos da Ásia Menor e da Europa passavam de um continente para outro. Também lá encontramos pessoas de todas as origens.
Em Constantinopla a estrutura política e a civilização do Império Romano do Ocidente foi mantida por mais de mil anos. O cristianismo se manteve vivo de maneira ortodoxa (ortodoxo significa aquele que segue a doutrina verdadeira).
No século VI (aproximadamente entre 530 e 550) o imperador Justiniano tenta restabelecer o prestígio e o tamanho do antigo Império Romano do Ocidente, mas teve seu projeto derrotado por causa dos exércitos rivais: na Europa Ocidental os reinos bárbaros que nasciam se opunham radicalmente a um novo poder centralizador.
Na Ásia e África enfrenta tribos árabes, que embora ainda desunidas eram hábeis guerreiros e pretendiam manter-se independentes para poderem praticar o comércio entre Oriente e o Ocidente. Deve ser lembrado também que estas tribos já dominavam a região de Jerusalém lutando contra exércitos cristãos que pretendiam dominar a cidade.
O Império Romano do Oriente também chamado Império Bizantino existiu até 1453 quando foi invadida pelos árabes.
Basílica de Santa Sofia: A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia que significa "Sagrada Sabedoria"; é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia) e que foi convertido em mesquita em 1453 até ser transformado em museu, em 1935.






Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_Santa_Sofia
Acesso 25/08/2011

Arte bizantina: como não podia deixar de ser teve como centro a cidade de Constantinopla, principalmente em pinturas, mosaicos, esculturas e arquitetura.
Veja imagens:



Icone "Nossa Senhora com o Menino Jesus":



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcone_(pintura)
Acesso: 29/08/2011



Mosaico:




Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=46
Acesso: 29/08/2011



Mundo Árabe:
Na região da atual Arábia, até o século VI, os árabes viviam em centenas de tribos nômades (os beduínos), não havia uma centralização político-administrativa. Poucas cidades, dentre elas destaque para Meca, próxima ao Mar Vermelho, que além de ser importante centro comercial, tinha a Pedra Negra (possivelmente um meteoro) que ficava no santuário da Caaba e era um centro de peregrinações.
A maioria das tribos de beduínos era politeísta até que Maomé (Muhammad em árabe) que viveu entre 570-632, filho de comerciantes de Meca, após conviver com cristãos e judeus, assimilou elementos estas duas religiões e criou uma nova religião,o Islamismo com um único Deus – Alá. Ao pregar o monoteísmo despertou a raiva das tribos politeístas, obrigando-o a fugir para Medina em 622, no que ficou conhecida como Hégira, data inicial do calendário muçulmano.
Em Medina, Maomé formou um exército de seguidores, voltou a Meca. Suas ideias prevaleceram: Alá é o único Deus e Maomé seu último e maior profeta.
A Caaba (ka’bah em árabe) A Caaba é uma construção cúbica de 15,24 metros de altura, e é cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu interior, encontra-se a Hajar el Aswad ("Pedra Negra"), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquias mais sagradas do islã.



Caaba (Pedra Negra)

Fonte: http://chavemagica.tripod.com/misterios/misterio5.htm
Acesso: 30/08/2011




Fonte: http://chavemagica.tripod.com/misterios/misterio5.htm
Acesso: 30/08/2011




A religião ensinada por Muhammad chamada islâmica (Islã em árabe significa “submissão a Deus”) tem cinco ideias básicas: Alá é o único Deus e seu profeta é Muhammad; seguir o caminho da generosidade; orar cinco vezes ao dia; respeitar o jejum no mês do Ramadã; peregrinar a Meca uma vez na vida.
Em 632 após a morte do profeta seus ensinamentos foram escritos por seus seguidores num livro chamado Corão (ou Alcorão).
Após Muhammad os árabes passaram a ter uma monarquia teocrática governada pelos califas (sucessores do profeta). A partir daí começa uma rápida expansão, explicada pelo crescimento da população árabe, interesses da elite comercial dominante e seguir a orientação religiosa do jihad (que significa conseguir novos fiéis). Veja o mapa:


Fonte: http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/atualidades/revolucao-mundo-arabe/
Acesso 30/08/2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Roma

- Localização e Origem


De uma simples aldeia localizada no centro da península italiana surgiu Roma.


Há pelo menos duas versões sobre sua origem. Uma delas, considerada lendária, conta que a cidade foi fundada pelos gêmeos Rômulo e Remo, abandonados e amamentados por uma loba, mais tarde recolhidos por pastores que os criaram. Quando adultos fundam Roma. Outra versão, histórica por estar baseada em documentos, fala que a região central da península foi invadida por várias tribos vinda da Europa dentre as quais se destacaram os latinos e seus dominadores os etruscos.
- Etapas de sua história
Em 1200 anos (de 753 a.C até 476 depois de Cristo), a história romana tem três fases: Monarquia, República e Império.


- 1). MONARQUIA (Monarquia é um sistema de governo em que o monarca -rei- governa um país como chefe de Estado)


Ocorreu entre 753 a.C e 509 a.C.
Durante esta época a aldeia Roma, que vivia da agricultura e da criação de animais (economia agro-pastoril), estava ocupada pela tribo dos etruscos que estabeleceram uma monarquia, governo de um rei com poderes administrativos, militares, jurídicos e religiosos. Havia também um conselho de anciãos (o senado com poderes legislativos (fazer as leis).


- A SOCIEDADE

A sociedade romana era assim composta:


PATRÍCIOS: eram os grandes proprietários de terras;
CLIENTES: pessoas que dependiam da proteção do grupo social dos patrícios;
PLEBEUS: maioria da população. Eram pessoas livres, na época da Monarquia sem direitos, mas depois de várias lutas sociais, começam a ser incluídos nas decisões. Eram basicamente agricultores, pastores, pequenos proprietários, trabalhadores urbanos como artesãos e alguns exerciam o pequeno comércio;
ESCRAVOS: eram os devedores e depois na época da República e do Império, eram os prisioneiros de guerra. Eram obrigados a trabalhar para os patrícios. Uma das funções mais conhecidas feitas pelos escravos era a de gladiador.


- O Gladiador


Era um guerreiro que lutava em arenas (Esta palavra vem do latim arena, que significa areia, terreno arenoso, arena, anfiteatro) Substantivo feminino - a. Parte do circo onde se lidam touros; b. Terreno (em que se combate ou se discute)
Havia vários tipos de lutas:
Ludus Magnus – luta entre os gladiadores;
Venatium – lutas contra animais ferozes;
Naumachias – lutas entre pequenas ou médias embarcações;
Equitarium – lutas envolvendo corridas de cavalos ou bigas.


- 2). REPÚBLICA (Em primeiro lugar, república vem do latim res publica que significa "coisa pública", "coisa do povo". Nesse sentido, um governo republicano é aquele que põe ênfase no interesse comum, no interesse da comunidade, em oposição aos interesses particulares e aos negócios privados.)

Ocorreu entre 509 a.C. e 27 a.C.;
Neste período Roma era governada por dois cônsules (eleitos pelo Senado). Cuidavam de assuntos referentes à economia, política externa e a criação de leis. Durante períodos de guerra, era aceito a existência de um ditador, aprovado pelo Senado;
Esta época deve ser estudada levando em consideração dois eixos; internamente as lutas sociais com a conquista de direitos pelos plebeus e externamente com a expansão territorial e as guerras externas.
República é uma palavra de origem latina que significa “coisa do povo”, considerando que povo são TODAS as pessoas que vivem numa sociedade. Porém, quem mandava de fato eram os patrícios, sendo que os demais grupos sociais (clientes, escravos e principalmente a maioria dela, os plebeus, pouca ou nenhuma participação tinham.
Esta situação se modificou com a luta entre patrícios e plebeus que durou quase duzentos anos e que terminou com a conquista de alguns direitos por parte dos plebeus.
Dentre estes direitos podem-se citar:
Lei das Doze Tábuas – primeiro código de leis escritas;
Lei Canuléia – permitindo o casamento entre patrícios e plebeus;
Lei Frumentária – fornecimento de trigo à plebe por preços baixos.


- Expansão Romana


Na época, a república romana começa a conquistar novas regiões, começando pela Península Itálica, começa a disputar com sua rival Cartago o Mar Mediterrâneo nas Guerras Púnicas entre 264 a.C. e 146 a.C. (“Puni” era o nome latino para Cartago).
Houve três guerras púnicas, todas vencidas pelos romanos, mas na última delas, Cartago foi completamente destruída. Assim, o Mar Mediterrâneo foi completamente dominado pelos romanos que o chamavam de “Mare Nostrum”.


- Crise na república romana


A expansão territorial provocou consequências sociais e econômicas.
O número de escravos cresceu, gerando forte desequilíbrio social, pois disputavam o mercado de trabalho com plebeus livres.
Com as guerras constantes contra os bárbaros (eram o povo que vivia fora das fronteiras romanas e que não aceitava o poder (“imperium”) romano.) surgiram alguns ditadores que utilizavam as tropas militares para manterem-se no poder.
Por exemplo, em 72 a.C., Spartacus, escravo e gladiador, comandou uma revolta de 70 mil escravos, mas após algumas vitórias foi derrotada pelo general Pompeu.


- Os Triunviratos


Para resolver a crise, a classe dominante através do Senado escolhe três comandantes do exército para governar Roma, é o primeiro TRIUNVIRATO, escolhem os generais Crasso, Pompeu e Júlio César.
Julio César organizou um golpe político que o tornou imperador de Roma, governando sozinho até 44 a.C., quando o Senado resolveu mandar assassiná-lo.
Surge então um novo triunvirato formado agora por três novos generais: Otávio, Marco Antonio e Lépido. Otávio , no entanto, se impôs como cônsul único e com o apoio do Senado, surge o Império em 27 a.C.
- 3) IMPÉRIO (Um Império (do latim “imperium”) é um Estado com domínio sobre extensos territórios dominado por um chefe (chamado imperador) etnicamente e/ou culturalmente diversos, sendo além de um poder hegemónico em certa área de influência.)

O período imperial por sua vez se em Alto e Baixo Império.

- Alto Império: de 27 a.C até o século III (depois de Cristo) é a época de apogeu conquistando e explorando o maior território de sua história, houve a chamada paz nas fronteiras, a chamada PAX ROMANA *. Este apogeu romano teve as seguintes características: expansão do cristianismo (que criticava a divindade do imperador, o escravismo e as guerras) e crise do escravismo (com o fim das conquistas e com as críticas do cristianismo).


- Baixo Império: aproximadamente de 250 a 476 (depois de Cristo). Caracteriza-se pela decadência lenta do Império Romano. Do ponto de vista social aparece o colonato (para substituir a falta de escravos, transformavam os camponeses em colonos, trabalhadores quase livres, pois estavam pesos à terra). Nesse momento ocorre um aumento das guerras contra os bárbaros que tentavam ocupar territórios dentro do império romano. São as chamadas invasões bárbaras.
Alguns imperadores para sobreviver convertem-se ao catolicismo (Constantino entre 313e 337). Depois Teodósio tornou o cristianismo religião oficial do Império e logo depois divide Roma em dois Impérios: Império Romano do Ocidente com capital em Roma e Império Romano do Oriente com capital em Constantinopla .
Contudo estas modificações não foram suficientes para impedir a descentralização do lado ocidental. A partir de 476 os povos germânicos, considerados bárbaros pelos romanos constroem diferentes reinos dando origem à civilização europeia ocidental.
O lado oriental continuou ainda por mais mil anos.



BÁRBAROS EM ROMA



CASTELO MEDIEVAL



Fonte
História - Caderno de Revisão – Ensino Médio, Elaboração: Adriana de Bortoli Gentil,Alexandre Perles Gazeta, Fabio Geraldo Romano, Leandro José ClementeGonçalves, Editora Saraiva, 2010, pp. 9-11
História – Caderno de Revisão – Ensino Médio, Editora Moderna, 2010, pp. 20-21
INTERNET
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/monarquia.htm ACESSO:16/08/2011
http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx ACESSO:16/08/2011
http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult1704u77.jhtm ACESSO:16/08/2011
http://pt.wikipedia.org/wiki/ImpérioACESSO:16/08/2011 ACESSO: 16/08/2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Filmes para o 3º bimestre

Pessoal, aqui está a lista de filmes com os dados para que vocês escolham o que irão assistir para fazer a atividade em grupo do 3º bimestre. Escolham:

1)O Incrível Exército de Brancaleone (“L’armata brancaleone” – Italia – 1965) – Direção: Mario Monicelli com Vittorio Gassman e Catherine Spaak e outros – Duração 116 minutos – Gênero: Comédia
2)Irmão Sol, Irmã Lua (“Fratello Sole, Sorella Luna” – Italia e Inglaterra – 1972 ) – Direção Franco Zefirelli com Graham Faulkner, Judi Bowker (São Francisco e Santa Clara) – Duração: 121 minutos – Gênero: Drama
3)Erik, o Viking (“Erik, the viking” – Reino Unido e Suécia – 1983) – Direção: Terry Jones com Tim Robbins, Mickey Rooney e outros (filme do grupo Monty Python) – Duração: 93 minutos – Gênero: Aventura
4) Robin Hood, Príncipe dos Ladrões ("Robin Hood, Prince of thieves" - EUA - 1991) - Direção: Kevin Reynolds com Kevin Costner e Morgan Freeman, entre outros - Duração: 143 minutos - Gênero: Aventura
5)Asterix e Obelix contra César (“Astérix et Obélix contre César” – França – 1999) – Direção: Claude Berri com Gérard Depardieu e Roberto Benigni entre outros – Duração 69 minutos – Gênero: Comédia
6)Rei Arthur (“King Arthur” – EUA – 2004) – Direção: Antoine Fuqua com Clive Owen e Ioan Gruffudd entre outros – Duração 142 minutos – Gênero: Aventura
7)Spartacus (“Spartacus” – EUA – 2004) – Direção: Robert Dornhelm com Goran Visnjic e Alan Bates entre outros – Duração 176 minutos – Gênero: Aventura
8)Cruzada (“Kingdom of Heaven” – EUA, Espanha, Inglaterra – 2005) – Direção: Ridley Scott com Orlando Bloom e Liam Neeson entre outros – Duração145 minutos – Gênero: Aventura
9)A Última Legião, o nascimento da lenda de Artur (“The last legion” – França, Itália, Eslováquia, EUA, Inglaterra – 2007) – Direção: Doug Lefler com Colin Firth e Ben Kingsley entre outros – Duração 110 minutos – Gênero: Aventura
10) Robin Hood ("Robin Hood" - EUA e Reino Unido - 2010) Direção: Ridley Scott, com Russell Crowe e Cate Blanchett entre outros - Duração 148 minutos - Gênero: Aventura

sábado, 30 de julho de 2011

Notas do 2º Bimestre

Pessoal, desculpem. Esqueci de publicar. Mas, finalmente publico as notas do 2º bimestre.

Reparem que ali estão as notas do 1º e do 2º bimestres. Já dá para ter uma ideia de como será no final do ano.

Preciso explicar?

Se tiver agora, somando as notas do 1º e 2º bimestres menos de 10 pontos, preocupe-se. Se tiver 10 ou mais, continue assim e não se preocupe.

Vamos lá.