terça-feira, 25 de outubro de 2011

A África e suas divisões - verifique o mapa acima

Todos os 53 países:

1 – África do Sul
2 – Angola
3 – Argélia
4 – Benin
5 – Botswana
6 – Burkina Faso
7 – Burundi
8 – Cabo Verde
9 – Camarões
10 – Chade
11 – Comores
12 – Congo
13 - Costa do Marfim
14 – Djibouti
15 – Egito
16 – Eritreia
17 – Etiópia
18 – Gabão
19 – Gâmbia
20 – Gana
21 – Guiné
22 – Guiné-Equatorial
23 – Guiné-Bissau
24 – Lesoto
25 – Libéria
26 – Líbia
27 - Madagáscar
28 – Malawi
29 – Mali
30 – Marrocos
31 – Maurícia
32 – Mauritânia
33 – Moçambique
34 – Namíbia
35 – Níger
36 – Nigéria
37 – Quênia
38 – República Centro-Africana
39 – República Democrática do Congo;
40 – Ruanda
41 – São Tomé e Príncipe
42 – Senegal
43 – Serra Leoa
44 – Seychelles
45 – Somália
46 – Suazilândia
47 – Sudão
48 – Tanzânia
49 – Togo
50 – Tunísia
51 - Uganda;
52 – Zâmbia
53 – Zimbabwe

África Subsaariana – 47 países
África do Sul (1); Angola (2); Benin (4); Botswana (5); Burkina-Faso (6); Burundi (7); Cabo Verde (8); Camarões (9); Chade (10); Comores (11); Congo (12); Costa do Marfim (13); Djibouti (14); Eritreia (16); Etiópia (17); Gabão (18); Gâmbia (19); Gana (20); Guiné (21); Guiné Equatorial (22); Guiné-Bissau (23); Lesoto (24); Libéria (25); Madagáscar (27); Malawi (28); Mali (29); Maurícia (31); Moçambique (32); Namíbia (33); Níger (34); Nigéria (35); Quênia (37); República Centro-Africana (38); República Democrática do Congo (39); Ruanda (40); São Tomé e Príncipe (41); Senegal (42); Serra Leoa (43); Seychelles (44); Somália (45); Suazilândia (46); Sudão (47); Tanzânia (48); Togo (49); Uganda (51); Zâmbia (52); Zimbabwe (53).

Mediterrânica – 5 países
Argélia (3); Egito (15); Líbia (26); Marrocos (30) e Tunísia (50).

África Setentrional – 6 países
Argélia (3); Egito (15); Líbia (26); Marrocos (30); Mauritânia (32); Tunísia (50).

África Central – 12 países
Angola (2); Burundi (7); Camarões (9); Chade (10); Congo (12); Gabão (18); Guiné Equatorial (22); República Centro-Africana (38); República Democrática do Congo (39); Ruanda (40); São Tomé e Príncipe (41); Zâmbia (52).

África Ocidental – 21 países
Benin (4); Burkina Faso (6); Cabo Verde (8); Camarões (8); Costa do Marfim (13); Gabão (18); Gâmbia (19); Gana (20); Guiné (21); Guiné Equatorial (22); Guiné-Bissau (23); Libéria (25); Mali (29); Níger (35); Nigéria (36); São Tomé e Príncipe (41); Senegal (42); Serra Leoa (43); Togo (49).

África Oriental – 13 países
Djibout (14)i; Eritreia (16); Etiópia (17); Madagáscar (27); Malawi (28); Moçambique (33); Quênia (37); Ruanda (40); Somália (45); Sudão (47); Tanzânia (48); Uganda (51).

África Meridional – 13 países
África do Sul (1); Botswana (5); Comores (11); Lesoto (24); Madagáscar (27); Maurícia (31); Namíbia (34); Suazilândia (46); Zimbabwe (53).

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

História: passado presente.

O Feudalismo e o Brasil
Hilário Franco Junior


Os historiadores chamam de Idade Média o período que, na Europa, foi mais ou menos do ano 500 ao 1500.


Época e local muito afastados, e por isso pouco importantes para o Brasil? Não!
Apesar de naquele momento nosso país ter sido habitado apenas por tribos indígenas quase pré-históricas, a cultura medieval aqui penetrou com força depois da chegada dos europeus.

É por isso que em pleno século XXI ainda temos muito de medieval, mesmo sem percebermos.
Lembremos alguns exemplos:

O nome Brasil foi tomado de uma famosa terra mítica para os homens da Idade Média.

O cristianismo católico adotado pela maior parte de nossa população tornou-se definitivamente vitorioso naquela época.

Nosso idioma também nasceu naquele período (assim como o inglês, o francês, o italiano, o espanhol), e no Brasil de hoje ainda falamos e escrevemos o português de forma mais parecida com o da Idade Média do que se faz em Portugal.

Somos um país de mestiços porque os colonizadores portugueses que vieram para cá também o eram, já que se misturavam com muçulmanos desde o século XI e com negros africanos desde o XV.

Mas a Idade Média está presente entre nós principalmente através da permanência de certos traços do feudalismo. Isto é, da organização social que predominou na Europa entre o ano 1000 e o 1300.

Da mesma forma que os senhores feudais, muitos brasileiros e, sobretudo os políticos, confundem seus interesses particulares com o interesse público.

Da mesma forma que naquela sociedade, as relações pessoais (ser amigo de alguém influente) tem mais peso que as relações institucionais (agir de acordo com a lei).

Da mesma forma que naquela época, temos uma enorme desigualdade na distribuição da riqueza, do conhecimento e do poder.

Fonte: http://pre-vestibular.arteblog.com.br/22863/O-FEUDALISMO-E-O-BRASIL/
(acesso 05/11/2009)

Com base nas informações deste texto e nas discussões de sala de aula escreva uma redação em que você sugira como pode o Brasil de hoje deixar de ser parecido com a Europa Medieval.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Reis, cidades e comércio na Idade Média

Renascimento comercial e urbano e a formação das monarquias nacionais


Primeiro a ideia de renascer. Renascimento urbano, comercial entre os séculos XI e XV, e depois, mais tarde entre os séculos XIV e XVI, o renascimento científico, artístico e cultural. Estes “renascimentos” são sempre lembrados e citados nos livros e manuais escolares de história.
Mas, para que algo renasça, precisa obviamente morrer. Começo a tratar o assunto pelo primeiro renascimento, o comercial e urbano.
O comércio, enquanto uma atividade de troca entre os homens, essencial para a produção e o consumo de bens e mercadorias desapareceu?
As cidades, enquanto espaço de moradia de diversas pessoas próximas umas das outras, com tamanhos variados deixou de existir em algum momento?
Alguns historiadores afirmam que após o declínio do Império Romano do Ocidente com a chegada dos primeiros povos germânicos a partir dos séculos IV e V muitos passaram a viver nos campos. Mais tarde nos séculos IX e X com a chegada dos segundo grupo dos bárbaros (agora os vikings e magiares) e com o domínio muçulmano do Mar Mediterrâneo mais pessoas abandonam as cidades refugiando-se nos feudos (grandes propriedades rurais). Nos feudos, ainda segundo esta historiografia eram autossuficinetes, produzindo quase tudo o que necessitavam. Com isso as trocas comerciais desaparecem. Para estes historiadores, portanto, cidades e comércio despareceram na Europa Ocidental. É uma época de atraso econômico e de isolamento dos europeus presos a uma vida rural.
No entanto, os europeus ocidentais sempre mantiveram contato, pelo menos, com o Oriente Próximo e com o norte da África. Lembremos que no Oriente Próximo estava localizada Jerusalém e no norte da África ficava o celeiro do mundo antigo ocidental (o Egito).
Cidades nunca deixaram de realizar trocas comerciais. Produtos gerados na própria Europa Ocidental e/ou vindos do Oriente eram trocados. Com as Cruzadas houve aumento nestas trocas, verificado nas cidades da atual Itália (Veneza e Gênova). Estas cidades cresceram muito graças ao monopólio das produções asiáticas (especialmente as sedas e as especiarias). Além desse controle, em muitas cidades do norte da Europa (Londres, Hamburgo, Lubeck) seus comerciantes criaram associações de comerciantes as chamadas HANSAS, e algumas delas, especialmente na região da atual Alemanha (Hamburgo, Bremen, Lubeck e Rostock) criaram associações de hansas, na chamada LIGA HANSEÁTICA. Desta forma dois pólos comerciais estabelecem-se na Europa Ocidental, um ao sul e outro ao norte. A ligação entre estes dois polos fazia-se por rotas que atravessavam os vales da atual França, na região da atual Champagne e mais ao norte na região de Flandres (atualmente Holanda e Bélgica). Nos entroncamentos surgiram as grandes feiras medievais onde o encontro entre os mercadores destes dois pólos promoveu crescimento comercial. O aumento de transações promoveu a necessidade da utilização em larga escala de valores de troca (moedas e letras de câmbio).
Ao longo destas rotas multiplicavam-se os burgos, algumas antigas cidades romanas agora reativadas outras eram aglomerados que agora ganham importância.
Aliás a palavra "BURG" é de origem germânica, foi latinizada como "Burgo" que significa cidade. Os seus habitantes eram os burgueses. Mas hoje, quem é burguês?

E as monarquias nacionais?

Na Baixa Idade Média, na Europa Ocidental um novo modelo de organização da sociedade vai lentamente se formando, é o caso das monarquias nacionais. Os antigos reinos bárbaros, germânico-romanos, como foi o dos francos de Carlos Magno e de seus descendentes após a assinatura do Tratado de Verdun em 843.
Na Europa ocidental a peste negra, problemas de abastecimento, guerras e revoltas camponesas deixam aparentemente a região mergulhada numa situação de caos e desordem, milhares de pessoas morriam, fome, doenças, guerras...
Esse processo de formação dos Estados nacionais deve ser estudado caso a caso.
Algumas dos grandes países da atual Europa Ocidental surgiram nesse movimento da história: França, Inglaterra, Portugal e Espanha. Outros, como a Alemanha e Itália, por exemplo, têm um processo diferente surgindo mais tarde.
Estado Nacional é uma forma de governo (Estado) que engloba uma nação. E ai surge a necessidade de entender o que é uma nação. Primeiro é preciso ter claro que esse é mais um daqueles conceitos que para serem entendidos é preciso saber que, como diz Ernest Renan é uma dessas coisas que se faz num momento, num lugar, e se desfaz noutra época e, talvez num mesmo lugar. Ainda pensando junto com Renan, pode-se dizer que a nação é por parte do indivíduo um consentimento diário, uma identificação que encontramos diariamente. Sou desta nacionalidade por gostar de onde vivo, por ter esta crença religiosa, por ter este gosto esportivo, por falar esta língua, por ter esta história comum, enfim por ter estes aspectos que me dão uma identidade.
Mas seria este o conceito de nação que predominava na época da formação das Monarquias Nacionais que estudamos? Certamente que não: é outro tempo, é outro lugar, é outra cultura, portanto será outra a forma de entender o conceito de nação. Será possível, no século XXI descobrir que conceito faria o homem nos séculos XI ao XV? Não sei, mas tentemos...
Para os reis que desejavam fazer as monarquias, a nação era um território unificado, submetido a uma mesma lei criada por ele, pagando impostos determinados por ele e controlado por um exército nacional comandado por ele. Como pode ser visto era uma idéia um pouco diferente da atual. Em que aspectos, você consegue perceber?
Bibliografía pesquisada para fazer este textículo:



Renan, Ernest. O que é uma nação? – Conferência realizada na Sorbonne em 11 de março de 1882 disponível na internet http://www.unicamp.br/~aulas/VOLUME01/ernest.pdf (Acesso dia 03/10/11)

Vicentino, Claudio. História Geral e do Brasil, volume 1, Dorigo Gianpalolo, Editora Scipione, 2010

Berutti, Flavio. Caminhos do Homem, História Ensino Médio, volume 1,Base Editorial, 2010

Faria, Ricaro de Moura. Estudos de História, Ensino Médio, volume 1,Miranda, Mônica Liz e Campos, Helena Guimarães, FTD, 2010.

Alves, Alexandre. Conexões com a História, volume 1,Das origens do Homem à conquista do novo mundo, Editora Moderna, 2010

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pequeno texto para entender a Idade Média - 01

Durante a crise de Roma, a partir do terceiro século da era cristã, a economia baseava-se essencialmente em trocas de produtos artesanais produzidos na maioria nas cidades e alimentação (produtos agrícolas e animais) realizadas nas propriedades rurais (em latim tinham o nome de "vilae") .

Estas trocas freqüentes em Roma. Permaneceram durante a Alta Idade Média (Antiguidade Tardia) entre os séculos V até por volta do ano mil, quando houve um fato novo que alterará este funcionamento da economia: expedições guerreiras vindas do norte (vikings), do sul (árabes) e do leste (magiares) atacam a Europa Ocidental promovendo o terror (“No contexto das invasões bárbaras do século X, os bispos da província de Reims registraram: ‘Só há cidades despovoadas, mosteiros em ruínas ou incendiados, campos reduzidos ao abandono. Por toda a parte os homens são semelhantes a peixes do mar que se devoram uns aos outros’. Naquele tempo,as pessoas tinham a sensação de viver em uma odiosa atmosfera de desordens e de violência. O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época conturbada. Em certa medida, nasceu dessas mesmas perturbações.” (Adaptado de BLOCH, Marc, A sociedade feudal, Lisboa: Edições 70, 1982, p. 19 in “Caderno do aluno, Ensino Médio”, MICELI, Paulo (org), São Paulo, Governo do Estado de são Paulo, SSE-SP, CENP, FDE, volume 3, p. 30).

Enquanto nas cidades, a sociedade compunha-se de uma elite formada pelas famílias mais antigas de um lado, e de trabalhadores livres (artesãos) e escravos e de um pequeno setor intermediário formado por pequenos comerciantes. Já nas vilae a sociedade era formada pelos proprietários, geralmente de origem urbana e de camponeses (os colonos). Havia assim, apenas dois grupos sociais: os nobres e os pobres, ou ainda,os que trabalham para comer e os que vivem no ócio, servidos pelos demais.

Na Idade Média, especialmente durante a Alta Idade Média, poucos sabiam ler, a escrita e leitura eram monopólio do clero. E, numa era em que não havia meios de comunicação, e todos eram “obrigados” a comparecer uma vez por semana à missa, era a Igreja que detinha o “controle” das mentes das comunidades medievais. Eles formulavam a ideologia dominante. Um exemplo pode ser localizado nos escritos do bispo Adalberto da cidade de Laon na França escreve sobre a sociedade medieval como sendo formada por três partes: “os que oram, os que guerreiam e os que trabalham”. Manipula as mentes sugerindo que existiria um estamento social (Estamentos sociais: “Constitui uma forma de estratificação social com camadas mais fechadas do que classes sociais, e mais abertas do que as castas, ou seja, possui maior mobilidade social que no sistema de castas, e menor mobilidade social do que no sistema de classes sociais.” Wikipedia, no verbete “estamento”, http://pt.wikipedia.org/wiki/Estamento, acesso 14/09/2011) formado pelos membros do clero. No entanto, sabemos que o clero também ele apresentava-se dividido em “alto clero” (formado pelos membros da nobreza que por qualquer motivo optam por entrar para a Igreja) e “baixo clero” (formado pelas pessoas das classes populares).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para entender melhor como foi a passagem da AIM para a BIM na Europa Ocidental

A Europa Ocidental vivenciou, dos séculos V ao VIII, transformações que, resumidamente, foram: o surgimento dos reinos bárbaros, o desaparecimento do Império Romano Ocidental, a fusão de elementos da cultural romana com a germânica, a ruralização da vida e o decréscimo da atividade comercial (em parte por causa da insegurança provocada pelas invasões germânicas e, posteriormente, a dos sarracenos ou árabes).



O século IX apresentou outras modificações importantes. Se, de um lado, o reino franco desaparecia por causa da divisão feita em Verdun, o poder dos reis declinava constantemente, em virtude de os nobres passarem a assumir funções que, tradicionalmente, seriam do monarca. Essa mudança estava diretamente relacionada à emergência de novas invasões, sobretudo a dos Vikings (normandos) e dos Magiares (húngaros).



Na realidade, essas novas invasões, somadas às dos árabes, no século anterior, produziram o terror e o pânico entre as populações, as quais buscavam um Estado forte que pudesse defendê-las dos novos perigos. Como esse Estado se encontrava enfraquecido, a solução foi o que poderíamos denominar “privatização da defesa”: os nobres reforçaram seus castelos ou construíram novos, procurando torná-los inexpugnáveis – locais para onde os habitantes da região poderiam se dirigir quando houvesse invasões.


As invasões normandas, húngaras ou sarracenas precipitaram também, gravemente, a evolução das estruturas sociais e das formas de governo. [...] A rede de fortalezas privadas prova o fracasso freqüente do rei [...] Instala-se assim uma nova ordem política que acentua a exasperação dos particularismos regionais e a multiplicação dos laços de dependência e dos juramentos de homem a homem, obstáculos ao exercício da autoridade real. [...] A partir de então esfacelam-se os quadros territoriais dos tempos carolíngios. Evolução lenta, sem dúvida, já iniciada antes das incursões de saqueadores, mas agravada então. Nesse sentido as ‘invasões’ assinalam uma data essencial da formação das sociedades feudais do Ocidente.”
HEERS, Jacques. História Medieval. 3ª Ed. São Paulo: Difel, 1981. P. 62

A palavra “feudais”, na última frase do texto, refere-se ao novo sistema que passou a caracterizar a Europa Ocidental a partir de então. Ou, empregando o conceito usado pelos autores ligados ao materialismo histórico o “modo de produção feudal”. (É importante observar que o termo feudalismo só surge no século XIX).

Fonte deste texto: Faria, Ricardo Estudos de História /Ricardo Faria, Mônica Miranda, Helena Campos, 1ª Ed., São Paulo, FTD, 2010 (Coleção estudos de história, v. 1), p.105-6

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Idade Média na Europa Ocidental

Na Idade Média período que se estende do século V ao XV distinguem-se dois momentos: a Alta Idade Média (do século V - 476 ao X - 1000) e Baixa Idade Média (do século XI – 1001 ao XV – 1453). A Alta Idade Média na Europa Ocidental é marcada pela chegada das tribos germânicas (chamados “bárbaros”) e a formação de reinos e o estabelecimento das bases do sistema feudal, enquanto a Baixa Idade Média caracteriza-se pelo apogeu e crise feudalismo e depois pelo renascimento comercial e urbano.



Europa Ocidental nos dias atuais



Alemanha (1); Andorra (2); Áustria (3); Bélgica (4); Croácia (5); Dinamarca (6); Eslovênia (7); Espanha (8); Finlândia (9); França (10); Irlanda (11); Islândia (12); Itália (13); Liechtenstein (14); Luxemburgo (15); Malta (16); Mônaco (17); Noruega (18); Países Baixos (19); Portugal (20); Reino Unido (21); San Marino (22); Suécia (23); Suiça (24); Vaticano (25)



Fonte (acesso 31/08/2011):
http://www.luventicus.org/mapaspt/europa/europaocidental.html




Europa Ocidental por volta do ano 500




Alta Idade Média
Ao contrário dos outros povos germânicos que ocupam o território do antigo Império Romano do Ocidente, os francos serão os primeiros a organizar uma estrutura político e administrativa. Veja sua localização nos mapas.
O primeiro período das dinastias (dinastia é uma série de reis de uma mesma família que se sucedem após o fim do reinado anterior) dos francos foi a dinastia merovíngia, cujo rei mais importante foi Clóvis (480-511) que em 498 tornou-se o primeiro rei bárbaro a converter-se ao cristianismo, inaugurando uma nova metodologia de cristianização das populações, convertendo-se o chefe, toda a comunidade governada por ele o imitava. A partir de sua conversão, agora aliado e defensor do Papa, anexou e dominou várias áreas na Europa Central.
A dinastia merovíngia foi substituída por outra família a dinastia carolíngia, em homenagem a Carlos Magno seu maior expoente, que por volta do ano 800 faz renascer na Europa Ocidental o Império, conquistando militarmente vários reinos vizinhos. Defendendo a Europa, a partir deste momento quase totalmente cristão graças às conversões organizadas pela Igreja Cristã de Roma detendo o avanço dos árabes, foi coroado imperador pelo papa fortalecendo ainda mais sua aliança com a Igreja.
Em seu reinado foram estabelecidas as bases do feudalismo, graças à sua política de distribuição de terras conquistadas entre os seus guerreiros em troca de proteção e fidelidade, (o chamado beneficium) fazendo surgir ai uma aristocracia de senhores feudais, garantindo relações de dependência entre o poder central e a nova nobreza local: os marqueses, os condes e os duques. Havia fiscais que percorriam o reino fiscalizando o cumprimento das leis capitulares (primeiras leis escritas da Idade Média na Europa Ocidental).
Após sua morte, seus herdeiros acabaram por dividir seu império em três grandes reinos: a chamada França Oriental (conhecido como Sacro Império Romano-Germânico) com Luís, o Germânico, a França Ocidental (com Carlos, o Calvo) e a Lotaríngia (com Lotário) entre as duas.
Através do Tratado de Verdun (813). Dessa forma o poder central (os reis) enfraqueceu seu poder enquanto o poder local dos senhores feudais. Contribui para isso a invasão dos vikings pelo norte e dos árabes muçulmanos pelo sul.




Império dos francos após o Tratado de Verdun



Fonte (acesso 31/08/2011):
http://soprahistoriar.blogspot.com/2010/05/pontos-sobre-o-feudalismo-reino-franco.html



Baixa Idade Média
O período em que o sistema feudal foi predominante na Europa Ocidental foi entre os séculos X e XV quando uma grande crise fez com que suas estruturas ficassem abaladas, embora esse sistema não desapareceu completamente, pois vários de seus elementos perduram até a atualidade.
Por feudalismo devemos entender um sistema de organização social, político e econômico da sociedade da Europa Ocidental a partir do ano mil até quase 1500. A unidade de produção básica é o feudo. Feudo (segundo Hilário Franco Jr.) é uma palavra de origem germânica e significa um bem, geralmente terras, dado em troca de algo. Inicialmente, no século IX, o feudo era dado pelo rei em troca de serviços prestados à monarquia, depois, no século XI, era um bem (terras, dinheiro, direitos diversos) concedido por nobre, chamado senhor, a outro nobre, chamado vassalo, essencialmente em troca de serviços militares.
Nos feudos a produção agropecuária era realizada pelos servos e era quase autossuficiente.
A sociedade do feudalismo estava dividia em estamentos ou ordens, camadas sociais definidas conforme o papel desempenhado por seus membros na sociedade. Era composta basicamente por três grupos: a nobreza (essencialmente os senhores feudais), os membros da Igreja (o clero, por sua vez dividido em alto clero – o papa e os bispos e o baixo clero – frades, freiras e padres) e finalmente os camponeses e artesãos (servos).



Representação das três partes da sociedade medieval: os que oram, os que fazem a guerra e os que trabalham

Fonte (acesso 01/09/2011):
http://pt.domotica.net/feudalismo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

IMPÉRIO BIZANTINO E MUNDO ÁRABE

Duas grandes civilizações: cristianismo e islamismo
Em 395 da era cristã, é criado o Império Romano do Oriente, tendo como capital a cidade de Constantinopla . Veja os mapas abaixo:


Império Bizantino




Fonte: http://www.kalipedia.com/historia-universal/tema/edad-media/economia-bizantina-constantinopla.html?x=20070717klphisuni_100.Kes


Acesso 26/08/2011



A cidade de Constantinopla


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Byzantine_Constantinople_eng.png Acesso 26/08/2011

Através de Constantinopla produtos vindos da Ásia Menor e da Europa passavam de um continente para outro. Também lá encontramos pessoas de todas as origens.
Em Constantinopla a estrutura política e a civilização do Império Romano do Ocidente foi mantida por mais de mil anos. O cristianismo se manteve vivo de maneira ortodoxa (ortodoxo significa aquele que segue a doutrina verdadeira).
No século VI (aproximadamente entre 530 e 550) o imperador Justiniano tenta restabelecer o prestígio e o tamanho do antigo Império Romano do Ocidente, mas teve seu projeto derrotado por causa dos exércitos rivais: na Europa Ocidental os reinos bárbaros que nasciam se opunham radicalmente a um novo poder centralizador.
Na Ásia e África enfrenta tribos árabes, que embora ainda desunidas eram hábeis guerreiros e pretendiam manter-se independentes para poderem praticar o comércio entre Oriente e o Ocidente. Deve ser lembrado também que estas tribos já dominavam a região de Jerusalém lutando contra exércitos cristãos que pretendiam dominar a cidade.
O Império Romano do Oriente também chamado Império Bizantino existiu até 1453 quando foi invadida pelos árabes.
Basílica de Santa Sofia: A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia que significa "Sagrada Sabedoria"; é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia) e que foi convertido em mesquita em 1453 até ser transformado em museu, em 1935.






Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_Santa_Sofia
Acesso 25/08/2011

Arte bizantina: como não podia deixar de ser teve como centro a cidade de Constantinopla, principalmente em pinturas, mosaicos, esculturas e arquitetura.
Veja imagens:



Icone "Nossa Senhora com o Menino Jesus":



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcone_(pintura)
Acesso: 29/08/2011



Mosaico:




Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=46
Acesso: 29/08/2011



Mundo Árabe:
Na região da atual Arábia, até o século VI, os árabes viviam em centenas de tribos nômades (os beduínos), não havia uma centralização político-administrativa. Poucas cidades, dentre elas destaque para Meca, próxima ao Mar Vermelho, que além de ser importante centro comercial, tinha a Pedra Negra (possivelmente um meteoro) que ficava no santuário da Caaba e era um centro de peregrinações.
A maioria das tribos de beduínos era politeísta até que Maomé (Muhammad em árabe) que viveu entre 570-632, filho de comerciantes de Meca, após conviver com cristãos e judeus, assimilou elementos estas duas religiões e criou uma nova religião,o Islamismo com um único Deus – Alá. Ao pregar o monoteísmo despertou a raiva das tribos politeístas, obrigando-o a fugir para Medina em 622, no que ficou conhecida como Hégira, data inicial do calendário muçulmano.
Em Medina, Maomé formou um exército de seguidores, voltou a Meca. Suas ideias prevaleceram: Alá é o único Deus e Maomé seu último e maior profeta.
A Caaba (ka’bah em árabe) A Caaba é uma construção cúbica de 15,24 metros de altura, e é cercada por muros de 10,67 metros e 12,19 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu interior, encontra-se a Hajar el Aswad ("Pedra Negra"), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquias mais sagradas do islã.



Caaba (Pedra Negra)

Fonte: http://chavemagica.tripod.com/misterios/misterio5.htm
Acesso: 30/08/2011




Fonte: http://chavemagica.tripod.com/misterios/misterio5.htm
Acesso: 30/08/2011




A religião ensinada por Muhammad chamada islâmica (Islã em árabe significa “submissão a Deus”) tem cinco ideias básicas: Alá é o único Deus e seu profeta é Muhammad; seguir o caminho da generosidade; orar cinco vezes ao dia; respeitar o jejum no mês do Ramadã; peregrinar a Meca uma vez na vida.
Em 632 após a morte do profeta seus ensinamentos foram escritos por seus seguidores num livro chamado Corão (ou Alcorão).
Após Muhammad os árabes passaram a ter uma monarquia teocrática governada pelos califas (sucessores do profeta). A partir daí começa uma rápida expansão, explicada pelo crescimento da população árabe, interesses da elite comercial dominante e seguir a orientação religiosa do jihad (que significa conseguir novos fiéis). Veja o mapa:


Fonte: http://www.guiadacarreira.com.br/artigos/atualidades/revolucao-mundo-arabe/
Acesso 30/08/2011